Sinistro pós-transação

Planos de seguro que cobrem riscos de fusões e aquisições são acionados com mais frequência no Brasil por questões tributárias descobertas após a transação.

Não é o motivo mais comum no resto do mundo. No topo do ranking, estão os erros em demonstrações financeiras.

Os pedidos de cotação de apólices aumentaram 30% no ano passado, na comparação com 2017.

A alta se deve a um maior interesse pela proteção e também a um aumento no número de operações. Em 2018, foram 658 transações, 2% a mais que no ano retrasado.

As grandes preocupações no Brasil são relacionadas aos passivos tributário e trabalhista, a questões financeiras ligadas ao balanço e a problemas ambientais.

As seguradoras somente cobrem passivos que foram identificados após a compra e que não foram identificados nos processos de averiguação, conhecidos pela expressão em inglês due diligence.

Causas mais comuns para acionar o seguro

-          Erros nas demonstrações financeiras – 18%

-          Situações tributárias irregulares – 16%

-          Falta de conformidade com legislação – 15%

-          Omissão de contratos relevantes – 14%

-          Relações trabalhistas – 9%

-          Propriedade intelectual – 7%

Fonte: Folha de S.Paulo, 26/02/2019

Jornalista: Maria Cristina Frias